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Escala Pentatônica

Postado por Anônimo on 22 de agosto de 2012 | 8/22/2012


Ao contrário do que muitos pensam, a escala Pentatônica é muito antiga e também é muito utilizada no mundo todo. Em tese ela possui origens mongólicas e japonesas e desempenha um papel muito importante em toda a música oriental, africana e celta.

A escala Pentatônica é uma escala composta por cinco notas, é uma escala referência no Blues, Rock' N Roll e muitos outros estilos musicais. A escala possui cinco notas com o propósito de se evitar o Cluster (Clâster) – Cluster é a sonoridade produzida quando tocamos duas notas que compreendem um intervalo de semitom, ou seja, numa escala de Dó Maior (a exemplo) se dois guitarristas tocam simultaneamente um a nota E (Mi), e o outro a nota F (Fá), é clara e bem audível a desafinação que elas causarão pela proximidade das duas notas (tecnicamente consiste no intervalo harmônica de segunda menor). A intenção da escala Pentatônica é de que não ocorra em momento algum de a melodia se chocar com as notas dos acordes que formas a base (harmonia), isso torna fácil a improvisação quando se sabe aplicar corretamente a escala Pentatônica.
Observe os desenhos da escala abaixo:
 


Estes são desenhos da escala Pentatônicas de Am (Lá Menor), os números do lado das escalas são simples referências da localização dos desenhos no braço da guitarra pois eles representam a casa do braço da guitarra onde se situa o desenho. Note que as notas B (Si) e F (Fá) não se encontram na escala. A escala Pentatônica de Am é portanto: Lá - Dó - Ré - Mi - Sol .
A título de curiosidade o Blues utiliza escala Pentatônica Menor enquanto que o Rock utiliza Pentatonica Maior, estilos que podem ser executados simplesmente mudando a tônica de um mesmo desenho. A Pentatônica de Dó Maior possui as mesmas notas da escala de Lá Menor, sendo então Pentatônica de Dó Maior: Dó - Ré - Mi - Sol - Lá. Analise:
 

Este é um dos desenhos para ser analisado mais detalhadamente.
Visualize as notas circuladas de vermelho. Quando elas são a tônica da escala (nota de repouso) a escala é Menor. E agora, as notas circuladas de azul, estas são utilizadas como tônica quando a escala é Maior, ou seja, a tonalidade da escala acima é C - Am (Dó ou Lá menor). Isso ocorre pois estas duas notas são relativas.

Para que se possa tocar a escala em outra tonalidade basta deslocar o(s) desenho(s) com o intuito de que a tônica, seja ela maior ou menor, coincida com as dos desenhos apresentados aqui. Analise os desenhos abaixo que estão na tonalidade de Em - G (Mi menor ou Sol maior) e tire suas próprias conclusões.
 

Acordes

1) Quando tocamos notas sequenciais (uma por vez), chamamos está sequência de melodia.
2) 2) Quando tocamos duas ou mais notas simultâneas, chamamos este grupo de notas de harmonia.

Tendo como ponto de partida os conceitos citados, pode-se dizer que acorde não vem do verbo acordar, e sim que acorde na música é uma forma de harmonia. Mas como é feita essa harmonia?
Quando aprendemos a tocar violão, aprendemos por observação que um acorde de Dó Maior possui as notas Dó – Mi – Sol. Esse conjunto de três notas se chama Tríade (quando quatro notas: Tétrade ou Tetracorde, quando cinco notas: Pentacorde) estas três notas não são escolhidas por acaso, possui aí uma lógica: é o intervalo de Terças*, sendo a escala de Dó Maior Dó – Ré – Mi – Fá – Sol – Lá – Si, as Terças do Acorde de Dó Maior seriam Dó – Mi – Sol – Si. As Terças do Acorde de Ré Menor seguindo o mesmo princípio são Ré - Fá - Lá - Dó. E assim por diante.
Os acordes podem ser Maiores, Menores, Aumentados, Diminutos, entretanto vou falar só daqueles básicos os maiores e menores.

CIFRA A cifra é uma forma prática de se escrever um acorde, isso facilita no aspecto de que o músico não precisa ler o nome do acorde (que às vezes pode ser extenso) ele apenas o interpreta por meio de “código”, assim quando ele ver um C em cima de um trecho de letra de música saberá que deverá tocar o acorde de Dó Maior. Confira tabela abaixo:

C = Dó
D = Ré
E = Mi
F = Fá
G = Sol
A = Lá
B = Si

Como citei anteriormente, existem acordes Maiores e Menores, o Campo Harmônico Maior é composto de 3 acordes Maiores, 3 acordes Menores e 1 acorde Diminuto na seguinte sequência:

Campo Harmônico C

C – Dm – Em – F – G – Am – B°

Este é o campo harmônico de Dó Maior, quando há um “m” minúsculo na cifra (depois da letra) isso indica que o Acorde é Menor, quando não há nada, o Acorde é Maior, e perceba que o último Acorde é diferente, esse é o acorde Diminuto que também pode vir escrito da seguinte forma Bm7 (b5).

Acordes Maiores e Menores. Por quê?
A música nada mais é que a transmissão de ideias, sentimentos, entre outras coisas por meio de sons, assim cada tipo de acorde contribui para isso tendo cada um sua característica específica. O Acorde Maior, por exemplo, é um acorde alegre que passa a ideia de positivismo enquanto que o Acorde menor possui ideia contrário ao do Maior

O desenho dos Acordes geralmente é apresentado no que chamamos de Grade, que assim como a Tablatura simula o braço da guitarra. Desenho seria a disposição dos dedos da mão nas cordas. Cada dedo corresponde a um número sendo na respectiva ordem Indicador, médio, anelar e Mínimo correspondentes aos números 1, 2, 3 e 4. Confira como são formados os acordes:

GRADE
Formação do Acorde de C Maior



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TABLATURA

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Nota: Existem muitas outras posições para se executar o mesmo acorde.

Intenções

Cada Acorde possui uma intenção, se você toca C – F – G – C perceberá que o Acorde de F cria uma expectativa em relação ao anterior C, e que G dá a ideia de pergunta, mistério, suspense que logo é aliviado ao se tocar C novamente, essa intenção auxilia ao se compor uma música onde a idéia que cada trecho da letra passa é asociado a um acorde equivalente. Ressalto que toda a explicação feita aqui gira em torno da escala de C (Dó Maior) portanto Campo Harmônico de Dó Maior.

Meu Violão Empenou… o que faço?

Postado por Anônimo on 21 de agosto de 2012 | 8/21/2012



Empenar o Braço é um dos males mais comuns em instrumentos de cordas, seja ele uma guitarra, um violão ou um contra baixo. Hoje nós da Mundomax vamos dar algumas dicas para o seu instrumento não se transformar em um berimbau.

Quando você sente que seu instrumento está ficando “duro” ao toque, o som meio “chocho” ou a afinação já não fica mais 100% são inúmeras as coisas que podem estar ocorrendo com ele: o braço pode estar empenado, o tampo pode estar torcido ou o cavalete descolando…

Essas avarias fazem com que a ação das cordas fique muito alta, tornando o toque desconfortável.
A causa dos empenamentos e torções se dá devido a vários fatores, por exemplo:

1- Uso de calibre de cordas não compatível com o tamanho de escala e estrutura do tampo;
2- Condições climáticas (umidade do ar excessiva ou escassa e temperaturas elevadas);
3- Mau acondicionamento;
4- Madeiras componentes do tampo ou braço com posição de corte incorreta.

Antigamente, talvez até nem tão antigamente, era comum usar cordas de aço em violões de nylon. Isso por que o Brasil não fabricava violões aço, os que tinham por aqui eram importados. Com isso, muitos violonistas ainda utilizam cordas de aço em violões clássicos – algo herdado dos antigos – e se gabam em dizer: “Meu violão tem um sonzão”! É evidente que o instrumento falará alto, pois as cordas de aço estão vibrando numa superfície fina — como o tampo de um violão clássico — vão potencializar ao extremo o volume e, consequentemente, transformá-lo num berimbau!



Braço empenado

O braço tende a empenar a partir da 5ª casa em direção à pestana.

Causas: Cola inadequada entre o braço e a escala, madeira em corte incorreto, variações climáticas bruscas e calibre de cordas incorreto.

Solução: Os violões de cordas de aço geralmente vêm equipados com tensor regulável e, se o empenamento não for extremo, o ajuste no tensor resolve esse problema. Em violões clássicos, que em regra não possuem tensor, o problema é maior. Se o empenamento for leve, retiram-se os trastes e faz-se uma retífica da madeira da escala e a recolocação dos trastes. Já em um empenamento mais agudo, deve-se sacar a escala, desentortar o braço com direcionamento de calor e colar a escala novamente, seguida de nova colocação de trastes.


Tampo torcido
O tampo é o problema mais grave. Quando a tensão de cordas atua sobre ele, há um movimento de inversão: a parte posterior ao cavalete sobe e a parte anterior afunda. Muitas vezes a trava que sustenta a escala embaixo do tampo se rompe ou abaixa demais. Esse conjunto de empenamentos e torções faz com que a ação das cordas se levante naturalmente, causando total desconforto ao toque.

Solução: nos casos mais simples, abaixar a altura do rastilho é uma saída. Se o rastilho não tem mais altura em relação à angulação das cordas, a solução é remover o cavalete e substituí-lo por um mais baixo, desde que haja altura suficiente em relação ao braço. Nos casos mais graves, a única saída é a troca do tampo.

E quando as duas coisas acontecem?

Aí o estrago é grande. Nesse caso, é necessário desmontar o instrumento. Primeiro, removemos o braço, fazemos a troca do tampo e ajustamos o braço novamente. Esse trabalho custa muito caro, pois o tempo que um luthier leva para executar um serviço como esse chega a ser maior que o tempo que ele levaria para construir um violão novo. Esse tipo de serviço costuma ser feito em violões de valor alto ou instrumentos históricos.

Cabe dizer que cada caso é único e se apresenta de uma forma, por isso leve seu instrumento periodicamente ao luthier de sua confiança para que ele possa detectar tais problemas e poupá-lo de dissabores. A prevenção de possíveis avarias no instrumento custa menos que um violão novo!

O que é um Direct Box ?


Muitas das pessoas, que de alguma forma, se envolveram com sonorização já fizeram esta pergunta: Afinal, para que serve um Direct Box?? Inclusive, está uma dúvida constante entre os músicos dos mais variados instrumentos. Por isso, resolvemos falar um pouco sobre este este equipamento de som tão importante, que é o Direct Box.

Definição: Direct Box, também conhecido como DI, é um dispositivo usado para alterar o sinal de saída de uma fonte sonora (uma guitarra, por exemplo), mudando seu nível e impedância, de forma a adequá-lo à entrada da Mesa de Som. São comumente usados para condicionar o sinal do seu instrumento para conectá-lo adequadamente em equipamentos de sonorização (P.A.) ou de gravação.

Você com certeza já deve ter visto uma certa “caixinha”, conectada entre o instrumento e a mesa de som (mixer), e é exatamente esta caixa que chamamos de Direct Box.

Então, como vimos, um Direct Box pode compatibilizar as impedâncias e ajustar adequadamente o nível.

Outra vantagem do Direct Box é evitar a degradação do sinal quando são usados cabos muito longos. Por exemplo, ao se conectar um sintetizador a um mixer, estando ambos muito distantes um do outro, fica-se mais sujeito a interferências eletromagnéticas no cabo. Se o sintetizador for conectado a uma Direct Box, esta dará um ganho de nível e baixará a impedância, evitando os ruídos indesejáveis. Por isso a Direct Box deve estar localizada o mais perto possível da fonte do sinal.

Direct Boxes Passivos e Ativos

Um dos mitos que existem em torno dos Direct Boxes é a afirmação de que DI’s ativos são melhores que os passivos. Vamos fazer uma analogia com os microfones: qual tipo de microfone é melhor? Dinâmico ou condensador? Se você respondeu “não há melhor ou pior, depende da aplicação”, você entendeu o princípio do raciocínio. Com os direct boxes é a mesma coisa. No que diz respeito ao seu princípio de funcionamento, não há melhor ou pior. Sua escolha dependerá do tipo de aplicação.

Em geral, DI’s passivos atenuam o sinal na saída balanceada. Uma vantagem da utilização de um Direct Box passivo, em comparação com um ativo, é que além de não precisar de alimentação externa, ele possui melhor isolamento elétrico proporcionado pelo transformador, o que diminui os ruídos de terra.

Em geral muita gente não gosta do Direct Box ativo porque ele possui a necessidade de alimentação externa. Neste caso, se a mesa não possuir Phantom Power, haverá necessidade da utilização de baterias, em geral de 9 volts, e quando a carga das baterias diminui, o DI começa a distorcer.

Entretanto, Direct Boxes ativos possuem resposta de frequência mais ampla e podem ser interessantes em diversas situações. Imagine, por exemplo, um teclado de alta qualidade com cinco oitavas conectado ao um Direct Box passivo. Como a resposta de frequência do DI passivo é menor, o som do teclado pode ser prejudicado nas pontas do espectro (graves e agudos). Neste caso, o ideal seria um DI ativo, mas lembre-se: não é regra.

Direct Box: Na Prática

Em muitas situações pode ser necessário conectar a guitarra ou o baixo diretamente a mesa de som (mixer), em vez de microfonar o som do amplificador. O problema é que ao se conectar uma guitarra ou baixo diretamente à entrada de um mixer o som não fica bom, pois os captadores comuns geralmente produzem um sinal de nível baixo e possuem alta impedância de saída, incompatíveis com as entradas dos mixers, que geralmente possuem impedância relativamente baixa e esperam sinais de nível mais alto.
A incompatibilidade de níveis tende a produzir ruído, pois o pré-amplificador do mixer tem que compensar aumentando o ganho. Já a incompatibilidade de impedâncias, além de também afetar o nível, pode produzir alterar a resposta de frequências. Por exemplo, ao se conectar uma guitarra diretamente à uma entrada com impedância muito baixa pode não afetar muito o nível, mas causa uma perda na resposta de frequências altas, deteriorando o som original.

Chave de atenuação na entrada: Em algumas situações pode ser necessário pegar o sinal na saída do alto-falante do amplificador, ao invés de microfoná-lo, o que irá requer uma atenuação da ordem de 30 a 40 dB.

Importância das escalas

Postado por Anônimo on 20 de agosto de 2012 | 8/20/2012

Por que eu deveria aprender escalas de guitarra? Qual a importância das escalas?
As escalas são uma parte fundamental da música e será muito importante aprendê-las. Aprender as escalas de guitarra irá ajudar de várias maneiras, como exemplo:
  • Melhorar a Destreza e a Força dos Dedos – Tocar escalas regularmente ajudará a aumentar a sua destreza manual, ou seja, tocando mais rápido e com dedilhados mais precisos, além também da força dos dedos. Isto tudo irá ajudá-lo a tornar um melhor guitarrista.
  • Treinar o Ouvido – Com o aprendizagem das escalas você vai começar a memorizar vários padrões de notas e você vai começar a ser capaz de reconhecer quais escalas estão sendo usadas.
  • Capacidade de Improvisar e Compor Música – Com uma maior compreensão das escalas de guitarra você vai começar a ser capaz de improvisar solos, bem como compor sua própria música.
Praticando escalas
As escalas devem ser praticadas sempre que possível. O ideal seria tocar algumas escalas como um aquecimento antes de começar a tocar de verdade. Se você quiser fazer algum treino de velocidade você pode usar um metrônomo. Ajuste-o com um tempo mais lento para poder acompanhar o ritmo enquanto toca as escalas . Uma vez que você dominar naquele tempo você pode começar a aumentar o ritmo um pouco de cada vez, por exemplo, 5bpm. É uma boa abordagem sistemática para garantir que você não pegue nenhum mau hábito.


Demosntração de Escala
Note que as notas vermelhas representam a tônica da escala.
Escala Maior:



A escala maior é composta por sete notas distintas, mais uma oitava que se duplica numa oitava maior, e é classificada como uma escala diatônica.
Pentatônica Maior:


Esta é uma das escalas pentatônicas mais comuns, que podem ser construídas de várias maneiras.
Escala Menor:


A escala menor em teoria musical é uma escala diatônica cujo terceiro grau de escala é um intervalo de uma terça menor acima da tônica.
Pentatônica Menor:


A escala pentatônica menor é derivada da escala pentatônica maior, e usa tons de escala 1, 3, 4, 5 e 7 da escala menor natural.
Menor Harmônica:



A escala menor harmônica é o mesmo que o menor natural, mas com um grau de sétima elevado cromaticamente.
Menor Melódica:



A escala menor melódica é a mesma que a escala menor natural com a ressalva de que o sexto e sétimo tons são criados por um semitom (meio passo), quando a escala é ascendente. Quando a escala é decrescente, a escala menor melódica é o mesma que a menor natural.
Blues:


A escala que é mais comumente referida como “a escala de blues” é derivada da escala pentatônica menor.

Curso Básico de violão

Postado por Anônimo on 18 de agosto de 2012 | 8/18/2012

Introdução


*Iniciação ao Violão
Música - É a arte de combinar sons de uma maneira agradável.
Melodia - Combinação de sons sucessivos;
Harmonia - Combinação de sons simultâneos;
Ritmo - Uma combinação de valores das notas dispostas no tempo em que são executadas;

Existem maneiras diferentes de tocar o violão onde temos:

Violão Cifrado
O mais usado pelos violonistas onde o instrumento é usado para acompanhar seu canto, dispondo de acordes ou posições embutidos em um ritmo.

Violão Solado
Um método mais aprofundado onde o intérprete executa a melodia da música sem cantar. Muito usado em música erudita onde os violonistas realizam verdadeiras "acrobacias" com o instrumento.
*Partes do violão*

1 - TampoCorresponde ao corpo do violão. Onde a sonoride varia de acordo com o tamanho, formato, madeira usada na confecção do instrumento.
2 - Rastilho
Parte do instrumento que se prende as cordas
2 - Cavalete
Serve de suporte para prender o Rastilho na altura correta.
3 - Boca
Orifício localizado no corpo do violão por onde o som se propaga.
4 - Cordas
Parte fundamental onde são produzidas as notas musicais. O som e formado a partir da casa precionada no braço do instrumento.
5 - Braço
Parte do instrumento onde se localiza as casas e os trastes.
6 - Trastes
Dividem o braço do instrumento em casas de maneira à alcançar a altura correta das notas.
7 - Casas
Indicam exatamente a localização das Nota musicais.
8 - Pestana
Tem a função de servir como apoio para as cordas direcionando-as para as tarrachas.
9 - Tarachas
Tem a finalidade de alcançar a afinação correta, afroxando ou apertando as corda, conforme a necessidade.
10 - cabeça
Encontrada na parte superior do braço, serve de suporte para o mecanismo das Tarachas.
*Partes do violão*

Afinação Tradicional

Ao tocar as cordas livres, a partir da mais grave, (de cima para baixo) nós emitimos os sons da notas:
MI   6º |-----------------------------|
SI   5º |-----------------------------|
SOL  4º |-----------------------------|
RE   3º |-----------------------------|
LA   2º |-----------------------------|
MI   1º |-----------------------------|

Temos que dispor de um Diapasão que emite a nota LA (440 Hertz). Podemos também usar o tom de discar do seu telefone produz uma vibração que corresponde à nota Lá. Ou até mesmo usar como referência um teclado ou um outro instrumento já afinado. Hoje em dia já existem até softwares que ajudam na tarefa deafinação.

Clique aqui para ouvir o som da 1º corda MI

Com a 1º corda MI afinada vamos começar a afinação:
Afinando a 2ª corda LA
Com 1º corda MI apertada na 5º casa, a 2º corda LA deverá emitir o mesmo som da 1º corda MI.

Afinando a 3º corda RE
Com 2º corda LA apertada na 5º casa, a 3º corda RE deverá emitir o mesmo som da 2º corda LA.

Afinando a 4º corda SOL
Com 3º corda RE apertada na 5º casa, a 4º corda SOL deverá emitir o mesmo som da 3º corda RE.

Afinando a 5º corda SI
Com 4º corda SOL apertada na 4º casa, a 5º corda SI deverá emitir o mesmo som da 4º corda SOL.

Afinando a 6º corda MI
Com 5º corda SI apertada na 5º casa, a 6º corda MI deverá emitir o mesmo som da 5º corda SI.

Observe o gráfico da tablatura da Afinação Tradicional

MI   6º |------------------0----------|
SI   5º |--------------0---5----------|
SOL  4º |----------0---4--------------|
RE   3º |------0---5------------------|
LA   2º |--0---5----------------------|
MI   1º |--5--------------------------|

Cifras

As cifras são um Padrão usado para escrever as notas musicais usando letras.

OBS: O melhor é que as cifras sejam decoradas. Para isso pratique muito cada acorde para conhece-lo melhor e dessa maneira ficar mais fácil lembrar.

Acordes

É a produção de varios sons simultâneos obtidos da combinação de varias notas. Nessa combinação há uma nota que é básica e nomeia o acorde, também chamada de Baixo.
Observe como exemplo estas combinações:
DO MI SOL, SOL MI DO ou DO SOL MI

Não importando a ordem das notas, esta combinação de três notas resulta no acorde de DO Maior.

No nosso estudo o acorde será representado por um gráfico que representa uma reprodução do braço do violão, veja abaixo:

C (Do Maior)

As linhas horizontais representam as cordas e as linhas verticais são os trastes

Os números representam os dedos da Mão Esquerda onde:
1 - Indicador
2 - Médio
3 - Anular
4 - Mínimo

As letras representam as cordas do instrumento

A letra b e os três pontos no lado esquerdo do gráfico representam os dedos da mão direita posicionados sobre as cordas.

O b indica o dedo polegar chamado de BAIXO que é a nota mais importante do acorde. A nota do baixo varia entre as cordas 4, 5 e 6 do instrumento, de acordo com o acorde executado.

Posições corretas das mãos
Mão direita
No exemplo do acorde de Do maior teremos o seguinte posicionamento
0 |-----|-----|-----|:E
P |--3--|-----|-----|:A
0 |-----|--2--|-----|:D
I |-----|-----|-----|:G
M |-----|-----|--1--|:B
A |-----|-----|-----|:E

Polegar -P Atinge a Corda 5 que é o Baixo do acorde
Indicador -I Atinge a Corda 3
Médio -M Atinge a Corda 2
Anular -A Atinge a Corda 1

A mão direita deverá cair sobre o tampo do violão fazendo uma
espécie de concha. É importante coloca a mão de maneira espontânea
sem forçar e sem retesar os nervos.

O polegar deve sempre ficar a frente dos demais dedos num ângulo
aproximado de noventa graus em relação ao dedo indicador.
Nesta posição o polegar ao tocar a corda 4 não atrapalha o dedo indicador
posicionado na corda 3. Observe a Fig. 1.

Fig.1
Mão esquerda
O polegar e colocado na parte de trás do braço e os demais dedos sobre as cordas na parte da frente. Observe a Fig. 2. A mão deve ser posicionada de tal forma que o polegar não ultrapasse o braço do violão, deixando a mão livre para percorrer o braço do instrumento.

Fig.2 Na formação de um acorde mantenha os dedos na posição mais vertical possível, isto evita um abafamento indesejado nas outras cordas. Veja Fig. 3.

Fig.3

Primeiros acordes para estudar

A (La Maior)
0 |-----|-----|-----|:E
b |-----|-----|-----|:A
0 |-----|--1--|-----|:D
. |-----|--2--|-----|:G
. |-----|--3--|-----|:B
. |-----|-----|-----|:E

Am (La Menor)
0 |-----|-----|-----|:E
b |-----|-----|-----|:A
0 |-----|--2--|-----|:D
. |-----|--3--|-----|:G
. |-----|-----|--1--|:B
. |-----|-----|-----|:E

A7 (La Maior com sétima)
0 |-----|-----|-----|:E
b |-----|-----|-----|:A
0 |-----|--2--|-----|:D
. |-----|-----|-----|:G
. |-----|--3--|-----|:B
. |-----|-----|-----|:E

E (Mi Maior)
b |-----|-----|-----|:E
0 |-----|--2--|-----|:A
0 |-----|--3--|-----|:D
. |-----|-----|--1--|:G
. |-----|-----|-----|:B
. |-----|-----|-----|:E

(Mi Maior com sétima)
b |-----|-----|-----|:E
0 |-----|--2--|-----|:A
0 |-----|--3--|-----|:D
. |-----|-----|--1--|:G
. |--4--|-----|-----|:B
. |-----|-----|-----|:E

D (Re Maior)
0 |-----|-----|-----|:E
0 |-----|-----|-----|:A
b |-----|-----|-----|:D
. |-----|--2--|-----|:G
. |--3--|-----|-----|:B
. |-----|--1--|-----|:E

Dm (Re Menor)
0 |-----|-----|-----|:E
0 |-----|-----|-----|:A
b |-----|-----|-----|:D
. |-----|--2--|-----|:G
. |--3--|-----|-----|:B
. |-----|-----|--1--|:E

Observe nos acordes acima que o Baixo é sempre dado na corda que emite a nota nomeadora do acorde.

Ritmo e dedilhados.

O Tempo
Para ter uma noção básica sobre o tempo, vamos praticar usando como marcador um relógio, a cada segundo passado toque a 6ª corda do instrumento com o Polegar, siga o ritmo dos segundos sem atrasar e nem adiantar. Vamos tocar a mesma nota a cada segundo que passa.

Então vamos dizer que 1 tempo e igual a 1 segundo.

Agora vamos tocar a cada tempo uma nota diferente.

Usaremos 3 tempos.

No primeiro tempo toque com o polear a 6ª corda;
No segundo tempo toque com o polegar a 5ª corda;
No terceiro tempo toque com o polegar a 4ª corada;

Observe o esquema abaixo:

Tempos 1 2 3 1 2 ...
Dedos 0 P P P P P ...

Repita este movimento até sincronizar com perfeição, um
toque a cada tempo.

Dedilhado
É o processo de tirar notas sucessivas, uma corda de cada vez, cada corda com um dedo diferente.

1º Dedilhado

Tempos 1 2 3 4 1 2 3 ...

Dedos 0 B 1 2 3 B 1 2 ...
000000 |_____|
000000 Ded. Completo

Onde:

B = Baixo
1 = Indicador
2 = Médio
3 = Anular

Exercício:

Para praticar este dedilhado vamos treinar no acorde de C (Do maior).
C


0 |-----|-----|-----|:E
b |--3--|-----|-----|:A
0 |-----|--2--|-----|:D
. |-----|-----|-----|:G
. |-----|-----|--1--|:B
. |-----|-----|-----|:E

Começamos tocando com o Polegar na 5ª corda indicado por b no gráfico, agora toca-se o Indicador na 3ª corda, em seguida o dedo Médio na 2ª corda e finalmente o dedo Anular na 1º corda.

Tente executar no dedilhado o trecho abaixo, aplicando o dedilhado completo duas vezes em cada posição. Você deve alcançar a perfeição quando conseguir fazer as passagens de um acorde para outro seguindo o tempo corretamente.

Am - A7 - Dm - Am - E - E7 - Am

Esse foi um pequeno e básico curso sobre Violão, também aplicado à Guitarra. Agora busque mais informações e procure um professor para aprofundar seus estudos.

Como afinar o seu violão ou guitarra

Dicas:
• Para afinar em Eb (Meio-tom abaixo), selecione no menu [SPACERBAR PLAY] -> Hendrix
• Para dropar (Deixar o mesmo som) a 6ª corda com 4ª, selecione no menu [SPACERBAR PLAY] -> Drop D


Sempre antes de tocar seu instrumento você deve conferir a afinação, para o iniciante que ainda não tem o ouvido treinado quase sempre a afinação se torna uma tarefa difícil. Portanto existem aparelhos que foram feitos para auxíliar a tarefa de afinação.
Mas o estudante deve tentar afinar seu instrumento usando as técnicas mais tradionais, também é sempre bom pedir ajuda a alguém que já tem um pouco mais de experiência.
Ao tocar as cordas livres, a partir da mais grave, (de cima para baixo) nós emitimos os sons das seguintes notas:
MI   6º |-----------------------------|
SI   5º |-----------------------------|
SOL  4º |-----------------------------|
RE   3º |-----------------------------|
LA   2º |-----------------------------|
MI   1º |-----------------------------|
Temos que dispor de um Diapasão que emite a nota LA (440 Hertz). Podemos também usar o tom de discar do seu telefone produz uma vibração que corresponde à nota Lá. Ou até mesmo usar como referência um teclado ou um outro instrumento já afinado. Hoje em dia já existem até softwares que ajudam na tarefa deafinação.

Afinação Tradicional

Clique aqui para ouvir o som da 1º corda MI

Com a 1º corda MI afinada vamos começar a afinação:
Afinando a 2ª corda LA
Com 1º corda MI apertada na 5º casa, a 2º corda LA deverá emitir o mesmo som da 1º corda MI.

Afinando a 3º corda RE
Com 2º corda LA apertada na 5º casa, a 3º corda RE deverá emitir o mesmo som da 2º corda LA.

Afinando a 4º corda SOL
Com 3º corda RE apertada na 5º casa, a 4º corda SOL deverá emitir o mesmo som da 3º corda RE.

Afinando a 5º corda SI
Com 4º corda SOL apertada na 4º casa, a 5º corda SI deverá emitir o mesmo som da 4º corda SOL.

Afinando a 6º corda MI
Com 5º corda SI apertada na 5º casa, a 6º corda MI deverá emitir o mesmo som da 5º corda SI.

Observe o gráfico da tablatura da Afinação Tradicional

MI   6º |------------------0----------|
SI   5º |--------------0---5----------|
SOL  4º |----------0---4--------------|
RE   3º |------0---5------------------|
LA   2º |--0---5----------------------|
MI   1º |--5--------------------------|

Escala da Guitarra

Postado por Anônimo on 16 de agosto de 2012 | 8/16/2012

Clique na imagem para ampliar.
Escala da Guitarra.
Afinação Padrão
E   -  B -   G    -  D  -   A  -  E
MI - SI - SOL - RÉ - LÁ - MI

A imagem acima mostra as 12 primeiras casas, após a 12ª casa repete a escala.

Os retangulos em cinza são apenas para ilustrar a casa que tem a "bolinha" no braço,
para facilitar pra quem não esta acostumado com o braço do instrumento evitando que fique contando em que casa esta. Servindo apenas para ilustrar.

Espero ter ajudado de alguma forma.

Pauta, Notas e Claves


Pauta Musical ou Pentagrama
A Pauta Musical ou Pentagrama é a estrutura usada para o notação musical, constituída pelo conjunto de cinco linhas paralelas e eqüidistantes formando entre si quatro espaços.

As linhas e espaços são contados de baixo para cima.
São nestas linhas e espaços que escreveremos as notas dos sons musicais.
Linhas e Espaços Suplementares
Apenas a Pauta Musical com suas cinco linhas e quatro espaços não suficientes para anotar todos os sons nas várias alturas, por isso usamos linhas e espaços adicionais.

As linhas suplementares só aparecem quando necessário.
Notas Musicais
Notas são as anotações dos sons por meio de pequenos círculos (bolinhas) escritas na Pauta.
Os nomes das notas são: Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si.
As notas se organizam em ordem gradual de altura (Escala), tanto na ordem ascendente ou descendente.
Ordem ascendente - subindo - ficando mais agudo (alto).
Ordem descendente - descendo - ficando mais grave (baixo).

As notas vão se repetindo em alturas diferentes por toda a extensão da escala do instrumento.
Claves
As notas são escritas nas linhas e espaços. Para convencionar o posicionamento delas na pauta usamos um sinal chamado Clave que se coloca no princípio da pauta.
Existe Três tipos de claves:
Clave de Sol

A Clave de Sol nos determina que a nota sol está na segunda linha da pauta, portanto podemos definir o posicionamento de todas as outras notas, que estão dispostas em ordem, como vimos acima, sendo escritas nas linhas e espaços.
A Clave de Sol é usada para os sons agudos.
Sons de instrumentos anotados na Clave de Sol: violino, trompete, saxofone alto, flauta, oboé, clarinete, cavaquinho, violão, etc.
Clave de Fá

A Clave de Fá determina a localização da nota Fá, anotada na quarta ou terceira linha, sendo a primeira a mais usada.
(Perceba que quando mudamos a clave mudamos o posicionamento das notas na pauta)
A Clave de Fá é usada para sons graves.
Sons de instrumentos anotados na clave de Fá: contra-baixo, sax tenor, trombone, violoncelo, tuba, fagote, etc.
Para se anotar os sons do piano é necessário o uso de duas claves. Veja exemplo abaixo, usando a Clave de Fá abaixo para os sons graves (das teclas da esquerda) e acima a Clave de Sol para os sons agudos (das teclas da direita), tendo entre elas apenas uma linha suplementar que anota-se o Dó central:

Clave de Dó

A Clave de Dó determina a localização da nota Dó, anotada na primeira, segunda, terceira e quarta linha. A mais usada é na terceira linha.
A Clave de Dó é usada para sons médios.
A Clave de Dó é de pouco uso. Anota-se nesta clave o som da viola.
Apesar de algumas pessoas acharem que a clave de sol se parece com uma letra "s" invertida, ela é uma evolução da letra G, que representa também a nota sol, assim como a de Fá a letra F e a de Dó a letra C.
Pratique:
Procure anotar no caderno de música a disposição das notas em cada tipo de clave.
Para uma boa leitura das notas é necessário que se pratique bastante a ponto de decorar a posição das notas na pauta e a sua localização no instrumento. O Solfejo é o principal exercício de prática.

Trompete

Postado por Anônimo on 21 de março de 2012 | 3/21/2012

Um trompete estilo clássico
O trompete ou trombeta é um instrumento musical de sopro, um aerofone da família dos metais (o trompete é o que produz o som mais agudo da família), caracterizada por instrumentos de boca, geralmente fabricados de metal. É também conhecido como pistão (pistom, por metonímia). Quem toca o trompete é chamado de trompetista.

É constituído por corpo, chave de água, bomba de afinação, pistões, cotovelos e bocal, e terminado em pavilhão. É utilizado em diversos gêneros musicais, sendo muito comumente encontrado na música clássica, no jazz, bandas marciais e nos mariachis. Também é encontrado em estilos mais acelerados, como o frevo, o ska e latinos como o mambo e a salsa, bem como no maracatu rural, da zona da mata do norte de Pernambuco.

Trompete desmontado. É possível observar as diferentes partes do mesmo.
Trompete desmontado. É possível observar as diferentes partes do mesmo.
Descrição
Basicamente, o trompete é tubo de metal cilíndrico em três quartos da sua extensão, tornando-se então cônico e terminando numa campana. O bocal, localizado do lado oposto da campana, pode possuir diferentes formatos, e quanto mais raso, mais facilmente os registros altos poderão ser tocados. A distância percorrida pelo ar dentro do instrumento é controlada com o uso de pistos ou chaves, que controlam a distância a ser percorrida pelo ar no interior do instrumento. Além dos pistos, as notas são controladas pela pressão dos lábios do trompetista e pela velocidade com que o ar é soprado no instrumento.

O trompete é muitas vezes confundido com o seu “parente mais próximo” - a corneta. Porém, a corneta tem um tubo mais cônico, e o trompete tem o tubo mais cilíndrico. Isto, junto com curvas adicionais na tubulação da corneta, dá a esta um tom um pouco mais maduro. Eles têm o mesmo comprimento da tubulação e, portanto, o mesmo passo, por isso a música escrita para a corneta e trompete é intercambiável. Outro parente, o flugelhorn (muito empregado no Jazz e música popular; e em músicas mais movimentadas, expressando outro timbre), tem tubulação mais cônica do que a trombeta tradicional, e um tom mais rico. Às vezes é aumentada com uma válvula de quarto para melhorar a entonação de algumas notas mais baixas.

Desde meados do século XIX (1815) o trompete está munido de três pistos, o que lhe permite produzir cromáticamente todos os sons dentro da sua extensão. Tem um bocal hemisférico ou em forma de taça.

A maioria dos modelos modernos de trompete possui três válvulas de pistão, cada uma delas aumentando o comprimento do tubo, por consequencia baixando a altura da nota tocada. A primeira válvula baixa a nota em um tom (dois semitons), a segunda válvula em meio tom (um semitom) e a terceira em um tom e meio (três semitons). Usadas isoladamente e em combinação, as válvulas fazem do trompete um instrumento totalmente cromático, isto é, capaz de tocar as doze notas da escala cromática.
Pistão «Ao ar» ou não pulsado
Pistão «Ao ar» ou não pulsado
Válvula pressionada, aumentando o comprimento do tubo.
Válvula pressionada, aumentando o comprimento do tubo

História
Trompete de cerâmica exposto no
Dos instrumentos musicais, depois da voz humana, pode-se dizer que o trompete é um dos instrumentos mais antigos. Ele nasceu da necessidade que os pastores tinham para conduzir seu rebanho e para assustar animais pré-históricos. Eram ainda usados à maneira de um megafone, para fins mágicos ou rituais: cantava-se ou gritava-se para dentro do tubo para afastar os maus espíritos. Nessa época ele não tinha afinação ou escala, e eram feitos a partir de tubos de cana, bambu, madeira ou osso e até conchas. Mais tarde, os romanos e outros povos construíram-no de metal para ser utilizado em guerras. Seus timbres e ataques davam os comandos para o exercito atacar ou não o inimigo.

Embora os trompetes sejam instrumentos de tubo essencialmente cilíndrico, há trompetes extra-europeus (por exemplo, as do antigo Egipto) que são nitidamente cónicos.
Trompete persa primitivo, da dinastia Aquemênida, fabricado em bronze. Encontra-se no museu de Persépolis (Irã)
A partir da Idade do Bronze os trompetes passaram a ser usados sobretudo para fins marciais. Na Idade Média os trompetes eram sempre feitos de latão, usando-se também outros metais, marfim e cornos de animais. No entanto, tinham uma embocadura já semelhante à dos instrumentos atuais: um bocal em forma de taça. Este bocal era muitas vezes parte integrante do instrumento e não uma peça separada, como acontece atualmente.
Trompetista turco e 2 oboístas a cavalo. Por Daniel Hopfer (ca 1470-1536)
Até fins da Renascença predomina ainda o trompete natural, ou trombeta natural (aquela que produz os harmónico naturais). As trombetas menores eram designadas por clarino. Era habitual, ao utilizar várias trombetas em conjunto, cada uma delas usar só os harmônicos de uma determinada zona. Durante o período Barroco os trompetistas passaram a se especializar em cada um destes registos, sendo inclusive remunerados em função disso. O registo clarino, extremamente difícil, era tocado apenas por virtuosos excepcionais, capazes de tocar até ao 18.º harmônico. A trombeta natural no registo de clarino tem um timbre particularmente belo, bastante diferente do timbre do trompete atual.

O desaparecimento, após a Revolução Francesa, de pequenas cortes que mantinham músicos foi uma das razões que fizeram com que os executantes de clarino desaparecessem também no fim do século XVIII. A impossibilidade de produzir mais sons para além de uma única série de harmônicos era a maior limitação dos instrumentos naturais. Já no principio do Barroco este problema começa a ser encarado seriamente, surgindo os trompetes de varas.
Trompete de pistão, idealizado por Heinrich Stölzel, em 1815
Existe em Berlim uma trombeta de 1615 em que o tubo do bocal pode ser puxado para fora 56cm, aumentando o comprimento do tubo o suficiente para o som baixar uma terceira. Vários instrumentos, hoje obsoletos, foram construídos como resultado de invenções e tentativas, até a criação do sistema de válvulas (ou pistões), idealizado pelo alemão Heinrich Stölzel, em 1815, para instrumentos de metal. Em 1939 o francês Périnet patenteou um sistema de válvulas chamado “gros piston” que é a origem das válvulas utilizadas hoje em dia nos trompetes. Surge então uma nova era, não só para o trompete como também para outros metais, pois com esse sistema de válvulas eles ficaram completamente cromáticos.

Com a utilização de um equipamento conhecido por surdina, é possível se modificar o som dos trompetes, através da obstrução da campânula. Diferentemente do método utilizado na trompa, onde se usa a mão esquerda, no trompete a surdina é colocada na campânula, fechando-se a saída do ar. Assim, é possível mudar o timbre ou produzir efeitos especiais. Os tipos de surdinas são:

* Wa-wa
* Plunger
* Straight
* Cup

Assim que compositores como Berlioz e Rossini, e, mais tarde, Stravinsky e Shostakovitch começaram a escrever partes para trompete nas suas obras, o trompete começou a se tornar um instrumento muito mais popular. A utilização intensiva do trompete na chamada “Jazz music” levou a que as potencialidades deste instrumento e a técnica dos instrumentistas fossem levadas ao extremo. Isto gerou vantagens não apenas ao nível deste gênero musical, mas também dos variados domínios artísticos onde o trompete assumiu um papel fundamental. Nas bandas filarmônicas coexistem hoje em dias diversas variantes do trompete, das quais se destacam o fliscorne e o cornetim.

Exemplo de um Pistão todo desmontado.
Exemplo de um Pistão todo desmontado.
Diferentes tipos de surdina para trompete.
Diferentes tipos de surdina para trompete.

Tipos de Trompete
Desde os primórdios, já existiram trompetes de diversos formatos, e feitos de diferentes tipos de materiais. Inicialmente eram retos, e a partir do século XV os construtores começaram a modelar trompetes em formato de "s". Mas foi somente no século XX (com a invenção dos pistões) que o instrumento tomou a forma que conhecemos hoje.

Antigos
Um exemplar da Suona, antiga trombeta chinesa
Salpinx - Antiga trombeta grega. Sua invenção foi atribuída a Deusa Atena. Era fabricada de ferro e bronze

Trompete do Tibete - é gigante (podendo atingir os 5 metros de comprimento) e é de cobre. É chamado de Dung.

Suona - Também chamada de laba, é um tipo de trombeta parecida ao oboé, de tons altos e fortes, que pode ter de sete a oito buracos. Era muito popular nos primeiros anos da Dinastia Jin (265-420) nas áreas da região Xinjiang. Consiste de um tubo cônico de madeira com até oito furos (sete na frente e uma na parte traseira), um tubo de cobre e um bocal de cana (o que o torna semelhante ao oboé).

Buccina - Antigo trompete usado no império Romano. Tinha vários nomes: cornus, salpinx, aduba, clario, tubesta, lituus ou até argia. Eram fabricadas de prata e bronze. Mediam 117 cm (1 cm de diámetro na embocadura) e eram cônicas.

Baroque Trumpet (Trompete Barroco) - criado no final do século XIX para tocar obras barrocas (como Bach ou Handel, por exemplo).

Modernos
Trompete em C ou Si Bemol - o mais usado pelos trompetistas. Todo o aprendizado é feito tradicionalmente neste trompete. Ele tem três pistões, possui pouco mais de um metro de comprimento e extensão cromática. Devido ao mecanismo de pistão soa duas oitavas e uma sexta maior. São comumente usados em bandas, e em orquestras de jazz e sinfónicas. Maynard Ferguson, Cat Anderson, Dizzy Gillespie são exemplos de músicos que usam este instrumento.

Trompete Mi Bemol - muito utilizado em grupos de metais, orquestas sinfônicas e concertos para trompete clássico. Sua característica é de facilitar a performance numa região mais aguda, e também possui um timbre e uma potência de som um pouco menor da dos trompetes já descritos.

Bastardo - um trompete muito especial, pois curva os tubos.

Trompete de Varas - também chamado de "slide trumpet (trombeta slide)" ou "trombone soprano". Sua haste é proporcional ao tamanho do instrumento e tem sete posições de um trombone convencionais. Este instrumento é feito para as crianças, o que facilita o estudo do mecanismo da vara. Foram os primeiros trompetes permitidos nas Igrejas Cristinianas.

Trompete Piccolo - É menor do que as outras trombetas e possui sonoridade uma oitava acima das demais. É geralmente sintonizado em si ♭. Ele tem quatro pistões, embora existam modelos com três pistões. O quarto pistão desempenha o papel de transposição e redução de 5 semitons. Maurice André, Håkan Hardenberger, David Mason, e Wynton Marsalis são exemplos de músicos que usam este instrumento.

Trompete Baixo - O trompete baixo é ajustado em C ou si ♭. Soa uma oitava abaixo do normal e o tubo é mais longo. Cy Touff, Philip Jones, e Willie Colón são exemplos de músicos que usam este instrumento.

Pocket Trumpet (Trompete de bolso) - O pocket trumpet, ou trompete de bolso, é uma versão miniatura do trompete tradicional. Apesar de menor, tem mais curvas do que uma trombeta normal. Isso significa que a viagem que o som é mais longa, fazendo-o voltar mais seco do que na trombeta normal, exigindo mais pressão para fundir, sem slide. O músico de Jazz Don Cherry usa este instrumento.

Trompete de Chaves - O trompete de chaves é um tipo de trompete que usa chaves ao invés de pistões. É raramente usado em performances modernas, mas seu uso foi relativamente comum, até a introdução do trompete de pistões em meados do século XIX. Ele era capaz de emitir apenas o ajuste da série harmônico natural, alterando a pressão dos lábios e da pressão da respiração através do músculo diafragma. Por exemplo, um trompete afinado faria sua série de harmônicos (C, G, C, E, G, B ♭, fazer ...), o que deixou lacunas em sua tessitura baixa.

Passe o mouse em cima para ver a descrição da imagem:
Um trompete barroco
Trompete piccolo de 4 pistões
Trompete baixo de válvulas rotativas
Pocket Trompet
Um trompete em C com válvulas rotativas
Volume do Instrumento

Volume do instrumento (dB):
Trompete em SIb: 88 - 108 (Ref: Orquestra Sinfônica: 120 -137)

Versões Mais Utilizadas
em DOb – extensão (FA#2 - RE5)
em SIb – extensão (MI2 - DO5)

Versões Menos Utilizadas
em RE – extensão (SOL#2 - MI5)
em MI b – extensão (LA2 - FA5)
piccolo em SIb – extensão (MI3 - SOL5)
baixo em DO – extensão (FA#1 - DO4)
baixo em SIb – extensão (MI1 - SIb3)
baixo em MIb – extensão (LAb1 - MIb4)

O Trompete na Cultura Popular

” O mercado tá de olho, é no som que Deus criou;
Com trombetas distorcidas e harpas envenenadas.
Mundo inteiro vai pirar, com o heavy-metal do Senhor...!”

Trecho da música “Heavy-metal do Senhor”, do Zeca Baleiro.

Quadro
O trompete na cultura popular, tal qual como representado no trecho citado acima, tem uma forte ligação com a religião e com a guerra. Não a toa, o trompete é bastante utilizado em bandas marciais. Em vários trechos da Bíblia, é possível observar seu uso em cerimônias religiosas. Uma das mais famosas histórias da Bíblia conta que a cidade de Jericó foi tombada pelo som das trombetas. No livro A Ilíada, de Homero, é citado o seu uso durante a legendária guerra troiana.

Algumas citações da Bíblia, em que é possível se observar o uso da trombeta em rituais religiosos e batalhas:

"Sete sacerdotes, tocando sete trombetas, irão adiante da arca. No sétimo dia dareis sete vezes volta à cidade, tocando os sacerdotes a trombeta."
Josué 6:4

"Joab ordenou depois que tocassem a trombeta para assinalar o fim do combate. Os soldados de David deixaram então de perseguir os homens de Israel."
II Samuel 18,16

"Toquem a trombeta na lua nova e no dia de lua cheia, dia da nossa festa."
Salmos 81:3.

"Sone o trompete chamando à batalha; todos se preparam, mas ninguém saia a lutar. Vou castigar com ira o orgulho de Israel."
Livro de Ezequiel 7,14

"O primeiro anjo tocou o trompete, e houve granizo e fogo misturados com sangue, que foram lançados sobre a terra; e um terço das árvores se queimou, e se queimou toda a grama verde."
Livro do Apocalipse de São João 8, 6-13


Mitologia
Na mitologia grega, o inventor do trompete foi Tyrsenus, filho de Héracles e uma mulher da Lídia. Esta mulher da Lídia costuma ser identificada pelos analistas como Ônfale, rainha governante da Lídia a quem Héracles serviu como escravo.

Exercicios de escalas cromáticas do método de Jean-Baptiste Arban.
Exercicios de escalas cromáticas do método de Jean-Baptiste Arban.

Curiosidades
Os trompetes foram encontrados pela primeira vez nos túmulos dos Faraós no Egito. Na câmara mortuária do túmulo do Tutankhamon, por exemplo, foram encontrados dois trompetes: um de prata e outro de cobre. O instrumento foi decorado com um painel que mostra o rei usando uma Coroa Azul e segurando o cetro da realeza. Ele se encontra em pé diante da figura do Deus Ptah, ao passo que Rá-Harakhti está postado nas suas costas. Estes trompetes são datados de aproximadamente 1350 a.C.

No dia 31 de Outubro de 2009, em Tondano, na Indonésia, o indonésio Benny J. Mamoto entrou para o Guinness Book ao construir o maior trompete do mundo, com cerca de 32 metros de comprimento.

O chamado Efeito Doppler acústico foi comprovado com o auxílio do som do trompete. Em 1845, o meteorologista holandês Christoph Hendrik Diederik Buys Ballot, em uma experiência realizada na linha férrea Utrecht-Maarsen, observou que o som de um trompete colocado em um vagão-plataforma de um trem em movimento nessa linha se tornava mais alto para um observador que se encontrava próximo ao trilho, à medida que o trem se aproximava dele, e diminuía quando o trem se afastava, comprovando assim a teoria.
 
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